quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Seis tipos de homens com os quais as mulheres preferem ficar

"Normal" é chato, "ruim" é o novo bom.

Autor: C.S. Skoll
Fonte (original, em inglês):  http://www.returnofkings.com/73788/6-types-of-men-women-would-rather-be-with-than-a-normal-man

Texto traduzido e adaptado por mim (LMR)


Lá por volta dos anos 50, quando os homens oprimiam as mulheres trabalhando o dia inteiro e pagando todas as contas, as coisas costumavam ser mais simples para quem desejava atrair uma mulher. A única exigência que um homem jovem precisava preencher para encontrar uma namoradinha era ser um cara decente e muito trabalhador. Porém, quando vemos os dias atuais, concluímos que muita coisa mudou a respeito do tipo de homem pelos quais as mulheres são atraídas.

As mulheres de hoje costumam atrasar o casamento com dois objetivos: passar seus melhores anos explorando sua sexualidade; e focar-se em sua preciosa educação e posterior carreira profissional. Graças à "desregulamentação" do mercado sexual e a influência nociva da mídia, a mulher moderna desenvolveu um gosto peculiar por homens - exatamente aqueles portadores do tripé de transtornos de personalidades considerados malignos: narcisismo, maquiavelismo e psicopatia (Dark Triad traits).

A consequência social é que a maior parte dos homens - aqueles que são normais, dentro da média masculina - é considerada "chata" demais para o gosto da mulher moderna. Então, até elas estarem velhas demais para bad boys e prontas para assumirem um "relacionamento sério", muitos homens decentes - que em outros tempos seriam considerados bom partidos, ótimos namorados e excelentes maridos - são forçados a ficar chupando o dedo e esperar por uma mulher de qualidade.

Então, se você é apenas mais um homem comum, que quebra a cabeça tentando descobrir como atrair a atenção da mulher moderna, tire alguns segundos para dar uma olhada neste pequeno guia. Ele nos mostra quais tipos de homens que as mulheres de hoje acham irresistíveis.

1 - Famosos depravados 

É notoriamente conhecido por todos a paixão que as mulheres têm por homens famosos. Tal fato é especialmente verdadeiro na nossa sociedade decadente, que prefere idolatrar celebridades sem talento e desprezar pessoas comuns que trabalham para manter a sociedade funcionando. Logo, não é de espantar que muitas mulheres adoram tipos como músicos e atores - independente de quão irresponsáveis, drogados e vagabundos eles são. Você tem mais chances de conquistar uma garota sendo um baixista ruim, instável e cheirador de cocaína do que se você for um estudante de medicina sério, com uma vida estável e possuidor de valores familiares tradicionais. 

2 - Homens abusivos e dominantes.

O que "Caras legais" (Nice Guys), "Cavaleiros brancos" (white knights) e homens feministas não conseguem entender é que mulheres não se sentem atraídas por homens que a respeitem. A mulher ocidental moderna prefere ficar com um homem forte, dominante que ocasionalmente abusa dela (física e/ou psicologicamente), do que ficar entediada na companhia de um homem "beta", legal, que a idolatra e a adora. Muitos ficariam chocados ao descobrir a quantidade absurda de mulheres que tem fantasias em serem dominadas e estupradas.

3 - Assassinos em série  

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Veja a foto acima. Ela mostra o preso condenado Charlie Manson com sua nova esposa. Veja de novo, e se não estiver convencido pesquise na internet. Se mulheres são atraídas por homens dominantes e abusivos, não deve ser nada surpreendente saber que muitas delas são atraídas por criminosos violentos - e os da pior espécie. O fenômeno de mulheres que são atraídas por homens violentos é tão disseminado e comum que existe até um termo técnico designá-lo: Hibristofilia (hybristophilia).

Seriais Killers famosos como Ted Bundy (que também era necrófilo) recebia semanalmente centenas de cartas de amor de mulheres, até sua execução em 1989. Até mesmo assassinos homossexuais como Jeffrey Dhamer e Luka Magnotta foram objetos de adoração de suas fãs femininas. É muito mais atenção que qualquer homem normal conseguirá ao longo de sua vida.

(N. do T.: fenômeno semelhante pôde ser visto aqui no Brasil, com Francisco de Assis Pereira, o maníaco do parque; bem como o vigilante Thiago Henrique Gomes da Rocha, de 26 anos, o assassino em série que matou 39 pessoas em Goiás. Ambos atraíram atenção e receberam cartas de mulheres desejando conhecê-los). 

4 - Chefões do tráfico de drogas

Já ouviu falar de "El Chapo", o chefão do Cartel de Sinaloa? Veja a foto de sua esposa, Emma Coronel. Ela casou-se com ele quando tinha apenas 18 anos, enquanto ele estava com 54 - três vezes a sua idade.

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....

Não é necessário dizer mais nada.


5 - Ditadores comunistas

Viver em uma utopia comunista tem suas vantagens - especialmente se você estiver no comando. Sabe-se muito bem, desde o começo da humanidade, que mulheres são atraídas pelo poder. Logo, se você monopolizar todo o poder estatal em suas mãos, é certo que você terá um suprimento de sexo ilimitado.    

Kim Jong-un, da Coreia do Norte (assim como seu pai antes dele) tem o privilégio de possuir um enorme harém - conhecido como "tropa do prazer" - cujo único objetivo é entretê-lo. E antes mesmo da dinastia Kim, havia boatos que o idoso Mao Tsé Tung tinha uma fila de jovens mulheres desejando agradá-lo... frequentemente mais de uma ao mesmo tempo.

Note-se que a maior parte - se não todas - provavelmente sentiam uma imensa atração pelos seus amados líderes. É seguro dizer que não foi necessária nenhuma coerção física ou força bruta para convencer tais mulheres a adorá-los na cama.

6 - Lutadores do ISIS

Enquanto milhares de sírios fogem de seu país para escapar do ISIS, algumas jovens austríacas decidiram viajar até a zona de conflito para encontrar sua cara-metade. Tendo em vista o tratamento brutal e arcaico que muçulmanos dispensam às mulheres - sem mencionar sua reputação de barbarismo e brutalidade - você pensaria que o "Estado Islâmico" seria o último local do planeta que qualquer mulher, decente ou não, iria escolher para começar uma nova vida. Porém, é exatamente isso que centenas de jovens mulheres do ocidente já fizeram. Para sermos justos, algumas dessas "noivas de guerra" (jihadi brides) arrependeram-se de sua decisão extremamente idiota, e expressaram seu desejo de retornar para casa. Se seus novos maridos irão permitir, é o que ainda vamos descobrir.

(N. do T.:   Uma delas foi morta pelo crime de deserção. A adolescente Samra Kesinovic, de 17 anos, que se juntou ao Estado Islâmico em abril de 2014, arrependeu-se depois da decisão e foi espancada até a morte após tentar escapar).

Conclusão

Lendo todos esses fatos, pode-se imaginar muitas mulheres (e alguns homens) alegando que tais exemplos são apenas parte de uma minoria ingênua e problemática, que não são representantes da população feminina como um todo. Entretanto, estudos após estudos confirmam que a vasta maioria das mulheres é de fato atraída por homens com os traços acima descritos. 

Analisando isso tudo, é seguro dizer que - do ponto de vista evolutivo - mulheres são biologicamente programadas com um profundo desejo inconsciente de ter um homem com tais características narcisistas, maquiavélicas e psicopáticas. Não importa qual for a racionalização que cada um faz para si, ou qual for a maneira que cada um encontre para negar tais verdades, nada disso irá mudar a natureza feminina. Assim que os homens perceberem a verdadeira essência da mulher, suas vidas irão melhorar.

sábado, 28 de novembro de 2015

Fomos ensinados que a sociedade nos deve uma mulher atraente

Fomos ensinados que a sociedade nos deve uma mulher atraente

Trecho extraído de: https://exposingfeminism.wordpress.com/2012/11/26/5-ways-modern-men-are-trained-to-hate-women/

Texto traduzido por mim. (LMR)

Quantas vezes vocês mulheres já conheceram homens que sentiam-se como se tivessem direito ao sexo, e que seria uma obrigação sua - mulher - a fornecer-lhe? Quantas vezes você já notou que, quando somos rejeitados pelas mulheres, reagimos com a mesma maturidade de uma criança a que foi negada um brinquedo?

Em primeiro lugar, você deve ter em mente que o que aprendemos na infância é realmente difícil de ser "desprogramado" na vida adulta. E se tem algo que nos é ensinado desde a infância é que nós, homens, merecemos - e eventualmente seremos recompensados - com uma linda mulher.



Como? Basta olhar ao seu redor. Foi nos mostrado exaustivamente por cada filme, show de TV, novela, revistas em quadrinhos, video games e músicas com as quais tivemos contato ao longo de nossas vidas. Quando Daniel-San vence o torneio em "Karate Kid", seus prêmios são um troféu e a personagem de Elisabeth Shue. Neo salva o mundo e é recompensado com Trinity em "Matrix". Marty McFly consegue de volta sua garota dos sonhos em "De volta para o Futuro". John McClane consegue sua ex-esposa de volta. Keanu "Velocidade Máxima" Reeves ganha Sandra Bullock. Shia LaBeouf ganha Megan Fox em "Transformers". Homem de Ferro fica com Pepper Potts. O herói de Avatar fica com a mais sexy Na´vi. Shrek fica com Fiona. Bill Murray fica com Sigourney Weaver em "Caça-Fantasmas". Frodo fica com Sam. WALL-E fica com EVE.... e por aí vai. Imagine só, no final de "A Força do Destino", Richard Gere entra no trabalho da garota e simplesmente a leva para fora, como se estivesse pegando uma roupa no armário. 

Então, temos "Guerra nas Estrelas", a saga de uma galáxia muito distante,  e uma das mais populares de toda história do cinema. Luke Skywalker começa a dar em cima da Princesa Leia. Porém, como Han Solo começou a ganhar na preferência dos fãs, George Lucas percebeu que teria de entregá-la de presente ao piloto da Millennium Falcon. Isso foi feito obrigando o diretor a fazer com que ela fosse a irmã desconhecida de Luke em "O retorno de Jedi", mesmo que isso significasse adicionar um relacionamento incestuoso no segundo filme.

Com Harry Potter, J.K. Rowling brincou com a tradicional regra de presentear o coadjuvante com uma bela garota - porém colocando como conflito principal o ciúme de Ron, uma vez que sua constante preocupação fosse a de que, a qualquer momento, Hermione poderia trocá-lo pelo personagem principal. 

Em cada caso, a mulher não tem nenhuma opção ou escolha na estória - compatibilidade não importa, relacionamentos passados não importam, nada mais interfere. Se o herói cumprir seus objetivos ele é premiado com sua fêmea favorita. Sim, é claro que existirá um diálogo - o que fará com que a mulher pareça ter suas dúvidas, e ela vai se comportar como se estivesse tomando a decisão por conta própria. Mas nós, os telespectadores, sabemos que, aconteça o que acontecer, o mocinho ganhará e ficará com a garota assim como sabemos que no fim do mês iremos receber nosso salário. E o não recebimento de nenhum dos dois significa a quebra de um contrato social. A garota pode dizer o que quiser, mas todos sabemos que no fim da estória, ela vai ficar com o herói - saiba ela disso ou não.   



"Espere-me bem aqui. Devo ir vencer meus medos, derrotar o inimigo e entender que a força estava dentro de mim o tempo todo".


E é aqui que temos um problema. Desde o nascimento, somos ensinados que nós mereceremos uma linda garota. Costumamos pensar em nós mesmos como heróis de nossa própria narrativa, e todos (quer admitamos ou não) achamos que somos heróis por apenas ter passado mais um dia de nossas vidas, de ter cumprido nossas obrigações.

Então, é muito frustrante, e digo frustrante ao ponto da violência, quando não recebemos o que nos foi prometido. Um contrato foi quebrado, uma promessa importante não foi cumprida. As mulheres, simplesmente por exercerem suas próprias escolhas, estão sendo negadas a nós. Aqui entendemos por que todo "cara legal" fica chocado ao descobrir que comprar presentes a uma garota bem como fazer-lhe um monte de favores não lhe garantirá sexo. Essa é a razão pela qual usamos "Vadia" e "Piranha" como ofensas comuns às mulheres. Não estamos loucos de raiva porque as mulheres adoram sexo, ficamos loucos porque elas estão distribuindo a outras pessoas o sexo que nos foi prometido.

Sim, mulheres nas estórias são retratadas como lindas e maravilhosas, bem como perfeitas. Mas lembre-se que existem dois jeitos de se desumanizar uma pessoa: rejeitando-a ou idealizando-a.

(...)

Texto completo em 
https://exposingfeminism.wordpress.com/2012/11/26/5-ways-modern-men-are-trained-to-hate-women/

A epidemia do ego

Como cada vez mais e mais mulheres tem um senso de percepção exagerado sobre a própria imagem

O Texto que segue foi traduzido por mim (LMR).
Fonte: http://www.dailymail.co.uk/femail/article-1213212/The-ego-epidemic-more-inflated-sense-fabulousness.html#ixzz0RE9iscUO


Nós mulheres estamos mais egocêntricas e narcisistas do que costumávamos ser, de acordo com intensa pesquisa realizada por dois psicólogos.

Cada vez mais muitas de nós têm grandes expectativas a respeito de nós mesmos, de nossas vidas e de todos que fazem parte dela. Achamos que o universo gira ao nosso redor, e temos um senso exagerado de nossa própria grandiosidade. Acreditamos que somos mais inteligentes, mais talentosas e mais atraentes do que realmente somos, e temos dificuldade em aceitar críticas e sentir empatia com o outro - tudo porque estamos preocupadas demais com nós mesmos.




Você fica irritada ao ler isso? Faz sentido. Mulheres narcisistas ou egoístas têm uma enorme sensação de direito, bem como arrogância.

Claro, podemos fazer piada disso. Porém o fato é que os pesquisadores dizem que há cada vez mais evidências de uma epidemia de egomania em todos os lugares.

Síndrome tradicionalmente masculina, o narcisismo geralmente começa em casa e nas escolas, onde as crianças são elogiados demais, mimadas demais e assim recebem a mensagem inevitável de que elas são "especiais".

Os professores de psicologia Jean Twenge e Keith Campbell fizeram uma análise de dados de 37.000 estudantes universitários em 2006. Em uma pesquisa, 30 por cento deles disseram acreditar que eles deveriam tirar boas notas, simplesmente por estarem presentes na aula.

E não é apenas sobre o quão inteligente eles pensam que são. No local de trabalho, nas amizades, até mesmo na maternidade, a cultura dominante parece ser a da competitividade, superioridade e vitória sobre os adversários.

Mas a área em que os sinais de egolatria são talvez mais óbvios, bem como as consequências mais percebidas claramente, é a dos relacionamentos amorosos. Em um recente artigo de revista, quatro mulheres no fim de seus 20 e 30 anos, compartilharam suas opiniões sobre o porquê delas ainda estarem solteiras.

Uma diretora de beleza de 39 anos de idade alegou ser muito independente para ter um relacionamento.

Uma agente de música de 38 anos de idade atribuiu o fato de estar solteira por ser uma "fêmea alfa" - independente, determinada, de espírito forte, alto poder aquisitivo e intimidadora. Disse possuir um apartamento lindo e maravilhosamente decorado, tinha um bom carro, frequentava uma academia cara e usava vestidos de grife. "Eu faço o que gosto, quando eu gosto", disse ela. Foi-lhe dito, e ela parece acreditar, que é muito bem sucedida e muito bem educada para a maioria dos homens.

A terceira mulher, um escritora e curadora de artes de 30 anos, diz estar se divertindo muito para arrumar um relacionamento sério.

Outra, de 29 anos de idade, disse ser muito exigente. Ela queria apenas um cara alto e bonito, mas não a ponto de deixá-la em segundo plano. Ele precisa ser bem sucedido, estável financeiramente e motivado.  Ele também deve ser bom em piadas, mas não tanto de forma que pareça um comediante - e que ainda saiba se sair bem quando contar uma sem graça, de forma que apenas ela ache engraçado. Ele precisa frequentar bons restaurantes, não ter necessidades alimentares especiais e ser perspicaz sem ser espalhafatoso. Ele precisa ser inteligente mas de modo a não fazê-la se sentir estúpida. Ele precisa se arrumar bem, mas também não saber demais sobre moda... e assim a lista continuou. Ela concluiu que prefere ficar em casa vendo TV do que passar seu domingo com qualquer um que não atinja sua ideia do senhor homem perfeito.



Não há nada de errado em ter altas expectativas. Mas ficar se iludindo e ter metas totalmente irrealistas é uma situação completamente diferente, o que muitas vezes anda de mãos dadas com a egolatria aguda, coisa que Margot Medhurt sabe muito bem.

Ela é a fundadora "Yours Sincerely" uma agência de namoros e contatos profissionais situada em Edimburgo. Com experiência de quase 30 anos no setor, tem notado um aumento significativo deste fenômeno nos últimos anos.

"A maioria das mulheres que se juntava a uma agência de namoro costumava ter uma boa ideia do potencial de relacionamentos que poderia conseguir", disse ela. "Mas, nos últimos anos, tenho notado que há um número significativo de mulheres que já não sabem mais".

"Elas normalmente têm por volta de 30 anos, e há uma grande discrepância entre a forma como percebem a si mesmas e como os outros as veem. Frequentemente são diretas, porém pensam ser absolutamente fabulosas, pessoas excepcionais. Inevitavelmente rejeitam o perfil de cada homem que eu as envio. Entretanto, se são rejeitadas por algum homem, começam os problemas. Elas ficam chocadas e pensam: "Eu sou tão fabulosa, como ele ousa me recusar?"

e continua:

"Nos últimos anos, tenho notado um verdadeiro sentimento de direito neste pequeno grupo de mulheres. A ideia de que um homem pode não achá-la tão incrível - diferente da forma como ela se acha - simplesmente não entra sua cabeça. Muitas vezes ficam indignadas e irritadas comigo, exigindo saber o porquê do cara rejeitá-la. A maioria das pessoas entende que nem todos vão lhe achar atraente, da mesma forma que você vai se sentir atraído por algumas pessoas - e outras não irão lhe despertar interesse. Já essas mulheres parecem incapazes de colocar em suas cabeças o fato de que o resto do mundo pode não ter a mesma visão distorcida e inflada que elas têm de si mesmas".

Ela disse ter se tocado de tal fenômeno quando leu um artigo sobre o crescimento do narcisismo entre as mulheres, que segundo a pesquisa americana, aumentou em 67 por cento ao longo das duas últimas décadas.

Estima-se que dez por cento da população sofra de Transtorno de Personalidade Narcisista. Os sintomas incluem um senso grandioso de auto-importância; a crença de ser especial ou exclusivo e de alguma forma melhor do que outros (seja intelectualmente ou fisicamente); a necessidade de admiração excessiva; um senso de direito à fama, fortuna, sucesso e felicidade ou simplesmente a um tratamento especial;  inveja dos outros, ou uma crença de que os outros têm sentimentos de inveja contra si; incapacidade de sentir empatia; incapacidade de admitir erros; comportamento ou atitude arrogante.



O que os pesquisadores também identificaram, e que se tornou motivo de preocupação, é o que tem sido descrito como narcisismo "normal" - uma mudança cultural que tem atingido até mesmo pessoas não narcisistas, que são seduzidas pela ênfase na riqueza material, aparência física e culto de adoração às celebridades. Eles acreditam que a nossa cultura estimula o comportamento narcisista em quase todos nós. Culpam a internet (onde "fama" esta a um clique de distância), reality shows (onde a facilidade da fama sem talento é mais comum), crédito fácil (que permite as pessoas comprarem muito além de sua capacidade de pagamento), o culto às celebridades, nossa sociedade altamente consumista, competitiva e individualista, e uma geração de pais indulgentes que levaram seus filhos a pensar que são especiais, incríveis e perfeitos. De acordo com Twenge, este foco excessivo na auto admiração causou uma mudança cultural, tirando as pessoas da realidade para a terra da fantasia grandiosa. Temos falsos ricos (na verdade pessoas com bens hipotecados e cheios de dívidas), falsa beleza (graças à cirurgia plástica), falsas celebridades (Reality shows e YouTube), falsos estudantes gênios (alunos com notas infladas) e falsos amigos (graças às redes sociais, uma explosão de networking).

"Eu tinha notado essa tendência, mas não estava realmente certo do que estava acontecendo ", diz Margaret Medhurt. "No entanto, quando li esse artigo e pensei sobre as expectativas irrealistas e senso de direito entre algumas das mulheres, ele realmente me esclareceu tudo".

"Um dos casos que me fez ter certeza disso envolveu uma mulher de negócios de 38 anos de idade.
Assim que vi, logo percebi que haveria problemas. Quando alguém se junta à agência, fazemos as coisas acontecerem rapidamente, mas para essa mulher não fora rápido o suficiente: queria um encontro imediatamente. O primeiro homem que recebeu seu perfil para conhecê-la declinou da oferta, e ela foi extremamente rude. Ela não podia aceitar tal negativa, e muito menos fazê-lo de forma educada. Em três semanas, três homens viram seu perfil. Expliquei-lhe que é preciso tempo para conhecer alguém, mas ela só ficou mais e mais furiosa. Ela estava exigindo saber por que fora rejeitada por eles. E eu tentava o equilíbrio certo entre ser honesta e ser discreta com ela".

"Na verdade acho que ela tinha uma percepção muito errônea de si mesma, e não podia suportar o fato de que sua grandiosidade estava sendo questionada. Era como se ela não pudesse aceitar o fato de que alguns caras não a acharam incrível - e então foi embora".

Homens, tradicionalmente considerados como os mais auto-centrados das espécies e os mestres do jogo de acasalamento, estão coçando a cabeça e fazendo a famosa pergunta de Freud: o que as mulheres querem?

David Baxter (nome fictício) é um consultor de gestão de 40 anos de idade. Já fora casado por nove anos, e decidiu juntar-se a uma agência de namoro no verão. Ele diz que não é perfeito, mas consideram-no agradável e um bom-partido, com muito para oferecer.

"Eu tive três encontros seguidos com mulheres na casa dos 30 para os 40 anos,  que me deixaram estupefato", disse ele. "Nunca me deparei com egos enormes, tamanha arrogância e falta de cortesia mais básica. Era como se esses encontros fossem um comercial para elas propagandearem como eram excepcionais. Uma delas me disse várias vezes que muitos jovens na academia convidaram-na para sair; outra era muito artificial. Sentia-se que elas idolatravam demais a si mesmas, apesar de nenhuma delas ser maravilhosamente linda, ter uma personalidade incrível ou um emprego que as diferenciassem dos demais mortais. Também ficou bem claro que nenhuma delas já esteve comprometida, casada ou talvez nem mesmo numa relação duradoura. Tive a sensação de que estão vivendo num mundo de fantasia baseado na série de televisão sexy and the city. Não foi difícil concluir que nenhum homem seria bom o bastante para elas. Parece-me que elas procuram algo que não existe: o Homem Perfeito, ou talvez um homem único, incrivelmente elegante, especial e inatingível tal como o personagem Mr. Big da série citada. É isso, ou nada feito.

Apesar de suas recentes experiências, David ainda assim se acha com sorte:

"Eu ainda sou positivo e levo tudo numa boa, mas eu tenho amigos que não são tão otimistas e é evidente que os encontros com esses tipos de mulheres destrói seriamente a sua auto-confiança - o que é uma verdadeira vergonha. Há um monte de caras bons e decentes por aí que estão entrando pelo cano".

Neil Hay é um consultor financeiro e ex jogador de golfe profissional. Com 32 anos de idade, vive nos arredores de Edimburgo. Depois de superar a morte da mãe, decidiu juntar-se a uma agência de namoro há quase um ano atrás.

"Eu fiquei terrivelmente cínico, não apenas sobre a forma como as mulheres são, mas também sobre o que diabos é que elas estão procurando em um homem", disse ele. "Claro, todos nós temos normas e preferências, e não há nada de errado com isso. Mas a maioria também é realista. Sabemos que uma supermodelo está fora de nossas chances".

"Eu tinha esperança de encontrar alguém com boa aparência, boa personalidade, alguém para ir ao jantar e ao cinema com quem pudesse ter uma conversa decente. Mas tenho a sensação de que isso não é o que elas procuram. É como se elas quisessem serem surpreendidas desde o primeiro encontro, como se estivessem esperando por um Brad Pitt ou um George Clooney. Eles não estão interessados ​​em um cara normal, decente, regular. Isso não é bom o suficiente para elas".

"Eu tive um encontro de três horas com uma mulher. Achei que tivesse me saído bem, porém depois ela me disse que não queria me encontrar de novo. Já aconteceu algumas vezes, e me faz pensar que, se você não estiver de acordo com a fantasia perfeita dela, acabou tudo. A brincadeira termina antes mesmo que ambos tenham tido uma chance de se conhecerem mais. Isso deixa uma ferida na sua confiança, e você fica pensando se é algo errado contigo, ou se simplesmente nunca vai conseguir ser o que essas mulheres esperam de um homem".

"Sei que há um monte de mulheres solteiras que gostam de dizer como são muito independentes, muito determinadas, confiante demais ou muito bem sucedidas para os homens. Ou então afirmam que homens se sentem intimidados por mulheres fortes, inteligentes e independentes. Mas simplesmente não é esse o caso - parece que elas ficam se convencendo disso. É uma maneira de racionalizar as coisas. É como se fosse mais fácil para elas acreditar em suas próprias fantasias do que enfrentar a realidade: a de que elas são completamente normais".


quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Irmandade Feminina não existe...

Briguinhas por bolsas e choro nos banheiros. Quando essa produtora lançou uma companhia de TV “só para mulheres”, ela pensou que daria adeus aos conflitos no trabalho…



Autora: Samantha Brick
Texto original em inglês: http://www.dailymail.co.uk/femail/article-1168182/Catfights-handbags-tears-toilets-When-producer-launched-women-TV-company-thought-shed-kissed-goodbye-conflict-.html

Nota: Não gostei das versões traduzidas que encontrei em outros sites. Resolvi então fazer minha própria tradução (LMR).

Em um dos cantos estava Alice, uma mulher forte e independente de 27 anos que sempre dizia o que queria, não importando o quanto machucasse os outros. No outro canto, estava Sarah, uma mulher de trinta e tantos anos que conseguia defender a si mesma momentaneamente – para depois explodir em lágrimas e correr para o banheiro.

A briga durou horas, alimentada por espectadoras tomando partido de uma ou de outra, e jogando mais lenha na fogueira. De vez em quando alguma das garotas entrava na briga, tanto atacando quanto se espremendo defensivamente no banheiro. Sei que a descrição parece apenas uma cena de um show de mau gosto do tipo Big Brother, mas a verdade é bem mais simples: é a descrição de apenas uma manhã normal no meu escritório.

Essas mulheres venenosas deveriam, supostamente, ser empregadas talentosas que eu descobri para atingir o meu sonho utópico: uma companhia só com mulheres que trabalhariam felizes e harmoniosamente, sem a presença dos homens.

Foi um ideal que rapidamente se desfez frente à realidade: briguinhas constantes, hormônios à flor da pele, dramas, brigas por atenção e uma disputa estética (fashion rivalry) tão dura que literalmente destruiu minha equipe.

Quando eu li outro dia que a atriz Sienna Miller disse não existir essa tal coisa de “irmandade feminina” (sisterhood), eu entendi perfeitamente o que ela queria dizer.

É compreensível que as pessoas tendam a acreditar que as mulheres se ajudam. Com os homens no poder tanto no ambiente de trabalho quanto na política, faz sentido que nós, mulheres, nos ajudemos.

Na verdade, existiu uma época em que eu acreditei nessa tal "irmandade feminina" – mas isso foi antes que um grupo de mulheres em conflito levasse à minha ruína emocional e financeira.


- Introdução -

Cinco anos atrás eu estava trabalhando como produtora executiva, fazendo shows para canais como a MTV e morando em Los Angeles. Soa como o emprego dos sonhos. E seria.... se eu fosse homem.

Trabalhar na TV é notoriamente difícil para as mulheres. São verdadeiros "Clubes do Bolinha" onde existe uma poderosa rede entre os homens, bem como todo um sistema sutil - e injusto - que impede certos tipos de pessoas (como as mulheres) de chegarem ao topo (glass ceiling). Some-se a isso o fato  de que a maioria dos chefes são homens misóginos.

Gradualmente, o que começou como um simples sonho, tornou-se um conceito excitante: “não seria ótimo se não houvesse homens onde eu trabalho?”. Decidi então criar a primeira produtora formada somente por mulheres, onde elas - inteligentes, espertas e orientadas à carreira profissional - poderiam trabalhar harmoniosamente e livres da fanfarronice masculina.

Vendo agora, eu deveria ter aprendido com os erros do meu passado. No ensino médio eu sofri bullying por parte de um bando de garotas irritantes e bocas-sujas, portanto eu não poderia dizer que não sabia o quão desagradáveis mulheres podem ser. E trabalhando na TV, conheci legiões de mulheres supercompetitivas e interesseiras que fariam qualquer coisa para chegar ao topo. Ainda assim, eu dizia a mim mesma que, com as mulheres certas, o trabalho poderia ser maravilhoso.

Então, em abril de 2005, eu deixei meu emprego, coloquei minha casa na hipoteca - conseguindo algo próximo de cem mil libras - e comecei a me pagar mensalmente um salário de apenas setecentas libras, como forma de conseguir erguer o meu sonho. Com doze anos de trabalho árduo na área, muita experiência e uma boa reputação, o que poderia dar errado?

Escolhendo minhas batalhas

Eu organizei uma equipe com sete membros e montei um escritório em Richmond upon Thames, Surrey. Apesar das mulheres que entrevistei ficarem entusiasmadas com o conceito, ainda assim elas insistiram em receber altos salários. "Muito justo", eu pensei na época – eu já havia trabalhado com elas antes, são profissionais, e muitas delas são talentosas.

Mas, com apenas uma semana, dois grupos foram formados: aquelas que já trabalharam juntas e aquelas que produziam “novas ideias”.

Normalmente havia intervalos - hora em que algumas eram convidadas para o almoço ou uma parada para o café - e outras deixadas de fora. Nada explícito era dito, porém a rejeição era óbvia.

Quando íamos todas juntas ao bar após o trabalho, as divisões se mantinham, vistas claramente de acordo com a posição em que se sentavam à mesa e de acordo com quem tinha (ou não) um comportamento civilizado.

A moda foi um grande gerador de intrigas, num campo de batalha em que era cada uma por si. Apesar de soar como um tremendo clichê, o que cada uma vestia se tornou uma fonte inesgotável de comentários maliciosos. Havia frases maldosas sobre como algumas exageravam nas roupas, e até sobre a qualidade do bronzeamento artificial de outras.

Sentia-me triste com qualquer uma que aparecia, ingenuamente, com um novo conjunto no escritório, porque todas iriam elogiar o vestido na frente da garota - para depois criticá-la duramente pelas costas. Isso acontecia com todas, sem exceções.

A segunda na linha de comando, Sarah, a gerente geral, mostrou o quanto conhecer sobre moda importava para ela: ao procurar por uma assistente, recusou-se a contratar a mais bem-qualificada da seleção... tudo porque ela não sabia distinguir um Missoni de um Marc Jacobs. E a garota iria somente fazer café e realizar pequenas tarefas. Eu não questionei a decisão dela, porque eu criei uma política de escolher meus conflitos com cuidado.



O escritório parecia um desfile de moda de Milão, incluindo a competitividade de uma edição da Miss Universo – mas que envolvia golpes sujos dignos de um conflito entre trapaceiros.

Uma briguinha dessas terminou com a amizade de duas funcionárias, quando Sarah e nossa jovem pesquisadora de desenvolvimento receberam, ambas, o mesmo presente de Natal – uma bolsa Chloe Paddington de 900 libras. Quando elas apareceram com o mesmo modelo de bolsa no escritório, foi como um duelo ao nascer do sol. Elas fizeram força para se cumprimentarem, mas o relacionamento nunca se recuperou - às custas da minha empresa.

Outra ocasião, quando duas garotas da equipe compraram o mesmo jeans, uma declarou: “Ele fica melhor em mim, já que eu visto 46 e ela 48.”

Não demorou muito para o escritório ficar dividido entre as mulheres que usavam ou não maquiagem. As primeiras faziam comentários do tipo “será que elas não sabem o que é creme?” ou “será que algum dia elas já usaram escova para cabelo?”. A turma que não usava maquiagem era da mesma forma sarcástica, com comentários (pelas costas, claro) do tipo “o pessoal no ônibus deve achar que ela é uma prostituta”, ou “ela parece uma drogada”.

A obsessão com a aparência significava que toda a equipe estava permanentemente de dieta. Se eu comprasse um sanduíche de atum para o almoço, ouvia pelas costas comentários que eu estava gorda como uma porca – mesmo que o meu manequim seja 48.

Duas das garotas mais magras costumavam falar sobre a garota mais gorda: “eu me mataria se ficasse tão gorda assim.” Uma das assistentes vingou-se ao fingir comprar, por semanas, comida livre de gordura… quando na verdade era comida normal - com gordura.



As empregadas consideravam aceitável faltar ao trabalho para fazer tratamentos de beleza – e não compensavam depois. Uma garota chegava constantemente atrasada porque ela estava pintando os cabelos, e quando mencionei isso ela explodiu de raiva. Mas ela pelo menos tinha uma boa razão para os atrasos. As demais soltavam a desculpa esfarrapada do horário do trem, caso eu apontasse para o relógio cobrando o atraso.

Vendo as coisas agora eu percebo que deveria ter sido mais severa. Meu idealismo foi o motivo da minha ruína, já que eu tentei ver o melhor nas pessoas – eu estava convencida de que elas iriam se comportar do jeito que fossem tratadas, portanto eu tratava todas bem.

Comentários sarcásticos

Se eu tivesse sido mais cínica eu teria sido mais bem-sucedida.

Normalmente eu ficava fora do escritório tentando conseguir contratos, enquanto que por lá o trabalho ficava em segundo plano. Primeiro, havia as conversas sobe compras, namorados e dietas – e imaginem só, comentários sarcásticos das minhas duas pesquisadoras de desenvolvimento contra outra garota da equipe, a Natasha.

Seis meses depois da criação da companhia, as tensões chegaram ao máximo quando uma das pesquisadoras pegou o laptop da Natasha e se recusou a devolvê-lo. Nesse dia eu fui forçada a cancelar meus compromissos e voltar para o escritório para tentar resolver a questão. Apesar de Sarah, minha gerente geral, estar presente, ela se recusou a se envolver porque ela não queria bancar a “policial má”.

Mesmo estando no comando, ela tinha medo do que iam falar dela – era como se, num ambiente só de mulheres, elas não conseguissem fazer apenas os trabalhos de seus cargos -  mantendo assim uma atitude profissional.

Logo, discussões se tornaram uma rotina. Começavam com frases sarcásticas entre duas pessoas e, à medida em que as demais entravam na discussão, a emoção e a raiva cresciam até o ponto de explodir em gritos e xingamentos - o que sempre deixava alguém chorando. Daí, o grupo de amigas da garota ofendida iria consolá-la no banheiro, deixando o outro grupo no escritório. Após isso, ambos iriam falar mal um do outro abertamente – e nenhum trabalho iria ser feito.

Chegou ao ponto em que tive de escrever um manual para a equipe sobre como se portar no ambiente de trabalho. O principal conselho era ser respeitável e tratar as pessoas igualmente bem – e anotar recados corretamente, sendo eles para mim ou para qualquer outra das garotas da equipe. Eu também deixei claro que não haveria mais críticas e fofocas no escritório. Apesar de todas lerem e terem adorado a ideia, não prática não fez a menor diferença.

Muitas eram agressivas, defensivas - ou ambos. A mais agressiva escondia um mar de inseguranças com sua natureza enérgica, enquanto que as defensivas só reagiam se provocadas. O pior tipo que encontrei foi a "passivo-agressiva" - ela não parecia má, mas conseguia te colocar pra baixo de uma forma tão doce e dissimulada que você não percebia o que tinha acontecido até muito tempo depois.



Corações Partidos

As funcionárias escondiam seus xingamentos com eufemismos – uma disse à outra de forma doce que “eu não quero parecer uma babaca, mas simplesmente não suporto ficar na mesma sala e respirar o mesmo ar que você.”

Mas a maior força não eram os tipos de personalidade em questão, eram os hormônios. Quando uma das mulheres começou o tratamento para Fertilização in Vitro (IVF), ela soltava sua raiva sem mais nem menos e sem desculpas.

Quando uma das garotas estava de TPM (o que, num escritório formado só por mulheres, era algo que acontecia com muita frequência) o comportamento irritadiço de uma passava rapidamente para as outras, como que por osmose.

Mas os hormônios vinham em segundo lugar nas desculpas para faltas e mau humor, perdendo somente para os problemas na vida amorosa. Quando uma delas terminou com seu namorado, ela me disse abertamente via e-mail que eu deveria ser "super-compreensiva e sensível em relação a ela no trabalho". Uma verdadeira rainha do drama, o chororô durou por uma semana. Naturalmente, as inimigas dela no escritório se deliciaram com o seu coração partido.

Outra garota, que tinha dois relacionamentos ao mesmo tempo, frequentemente instruía todo mundo no escritório sobre o que dizer para cada um dos amantes caso eles ligassem para lá.

Outra das garotas tinha um apetite sexual voraz, e, num ambiente só com mulheres, não via problemas em falar em alto e bom som todos detalhes das suas maratonas sexuais. Isso em um escritório sem divisórias. Eu recebia queixas constantes sobre a linguagem crua que ela usava.

Eu ainda consigo me lembrar do nome de todos os parceiros e casos das garotas da minha equipe, uma vez que eles interferiam diretamente no trabalho.

Apesar de tudo isso, a empresa de alguma forma estava prosperando.

Conseguimos a produção de dois programas, um para a ITV e uma série com a Living TV, então pude abrir um novo escritório em West London.

Mas isso gerou outra briga com a Sarah quando ela descobriu que estava pagando estacionamento - enquanto uma das garotas tinha conseguido uma vaga de graça no prédio. Durante um bate-boca entre elas, Sarah disse que ela havia passado por cima da sua autoridade, enquanto a outra disse que ela era ‘difícil’. As duas nunca mais voltaram a se falar.

Os efeitos da falta de testosterona no ambiente de trabalho foram ainda mais evidentes quando eu  tive de contratar temporariamente dois diretores para trabalhar numa série (os operadores de câmera eram normalmente homens devido ao peso do equipamento). A equipe ficou surpreendentemente mais quieta, trabalhou melhor e reclamou menos – parcialmente porque elas estavam muito ocupadas flertando com os diretores.

Duas das garotas começaram a dar em cima de um dos diretores abertamente – mesmo sabendo que ele já tinha uma namorada. Como não tinha como competir com tanto flerte e assédio, acabou sendo substituída por uma que conseguiu conquistar a afeição do diretor. 

Quando nós tínhamos reuniões com homens, a equipe se tornava agressiva, cada uma delas tentando provar que era a mais sexy na sala. Com um encarregado do Canal 4, uma delas disse “veja isso!”, e então ela colocou as mãos dentro do sutiã e tocou nos mamilos. Tanto eu quanto o encarregado ficamos sem saber o que falar.

Nesse clima, eu não tinha coragem de contratar nenhum homem. Além da distração que poderiam causar, tudo poderia ficar pior ainda com as brigas que eles eventualmente poderiam desencadear na equipe. Odeio o quanto isso soa como estereótipo, mas essa é a verdade.

E mesmo que eu ainda sustente o conceito de excluir os homens como empregados - devido a todas as facilidades que eles têm na TV - se eu fosse começar tudo de novo, eu definitivamente empregaria homens. Na verdade, eu empregaria somente homens.

Com cerca de meio milhão de libras no nosso primeiro ano, o que deveria ser lucro acabou sendo todo devorado devido aos altos salários e aos erros de contabilidade da equipe. Quando começamos a ter problemas no fluxo de caixa, Sarah pediu licença médica - causada por stress - de um mês. Também confessou que vinha fugindo de ligações de pessoas que estavam esperando pagamento, arruinando a reputação da firma.

Nessa altura eu estava viajando constantemente entre Inglaterra e EUA, lidando com uma equipe em frangalhos em Londres e produtoras aparvalhadas em Los Angeles. A minha gerente geral tinha sumido do mapa, as contas não estavam sendo pagas e a tensão no escritório era palpável.

Tive de vender meus dois carros para colocar dinheiro no negócio. Entretanto, foi tarde demais e o escritório foi à falência em março de 2007, menos de dois anos após ter sido aberto.

Não posso absolver-me da culpa pelo acontecido. Porém, acredito que o escritório foi arruinado pela inveja destrutiva e brigas constantes em uma equipe composta só de mulheres. Seu egoísmo e suas inseguranças levaram minha empresa à bancarrota. Quando eu precisei da assim chamada irmandade feminina, podem acreditar, ela não estava lá.